20090429

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Livros à disposição do leitor:

Allan Kardec
Biografia
O Que é o Espiritísmo
Livro dos Espíritos
O Evangelho segundo o Espiritismo
A Genese
O Céu e o Inferno
O Livro dos Médiuns
O Principiante Espírita
Viagem Espírita em 1862
Conselhos Reflexões e Máximas
Obras Póstumas
Revista Espírita 1858 - Revista Espírita 1859 - Revista Espírita 1860 - Revista Espírita 1861
Viagem Espírita 1862 - Revista Espírita 1863 - Revista Espírita 1864 - Revista Espírita 1865
Revista Espírita 1866 - Revista Espírita 1867 - Revista Espírita 1868 - Revista Espírita 1869

Biblias
O Antigo Testamento
O Novo Testamento
Evangelhos Apógrifos (solicite lista)

Léon Denis

Catecismo Espírita
Cristianismo e Espiritismo
Depois da Morte
Espíritos e Médiuns
Giovanna
Joana d’Arc - Vida e Mediunidade de Joanna d’Arc
Leon Denis – O Apóstolo do Espiritismo

No Invisível
A Prece Segundo o Evangelho

O Além e a Sobrevivência do Ser
O Espiritismo e as Forças Radiantes
O Espiritismo e o Clero Católico
O Espiritismo na Arte
O Espiritismo em sua Expressão mais Simples

O Grande Enigma
O Gênio Céltico e o Mundo Invisível

O Mundo Invisível e a Guerra
O Porque da Vida
O Problema do Ser, do Destino e da Dor
O Progresso no Invisível
Resumo das Leis dos Fenônemos Espíritas

Síntese Doutrinária e Prática do Espiritismo
Socialismo e Espiritismo

Emmanuel, André Luiz e Bezerra de Menezes
… pelas mãos do irmão “Chico” (Francisco Cândido Xavier)
A Caminho da Luz - Emmanuel
Ação e Reação - André Luiz
Agenda Cristã - André Luiz
Caminho Verdade e Vida - Emmanuel
Fonte Viva - Emmanuel
Justiça Divina - Emmanuel
Livro da Esperança - Emmanuel
Religião dos Espíritos - Emmanuel
O Espírito da Verdade - Emmanuel
Pão Nosso - Emmanuel
Seara dos Médiuns - Emmanuel
Vinha de Luz - Emmanuel
Ha 2000 Anos – Emmanuel
A Coragem da Fé - Bezerra de Menezes – Psicografia Carlos A. Baccelli

Ernesto Bozzano

A Alma nos Animais

A Crise da Morte

Animismo ou Espiritismo

Biografia – Ernesto Bozzano

Cinco Casos de Identificação de Espíritos

Comunicações Mediúnicas Entre Vivos
Fenômenos de Bilocação – Desdobramento

Fenômenos de Transporte

Fenômenos Psiquicos no Momento da Morte

Gemas Amuletos Talismãs

Literatura de Além-Túmulo

Metapsíquica Humana

O Espiritismo e as Manifestações Psíquicas

O Espiritismo e as Manifestações Supranormais

Os Enigmas da Psicometria

Pensamento e Vontade

Xenoglossia – Mediunidade Poliglota

Camille Flamarion

A Morte e o seu Mistério – Vol 1

A Morte e o seu Mistério – Vol 2

A Morte e o seu Mistério – Vol 3

As Casas Mal Assombradas

Biografia – Camille Flamarion

Como Acabará o Mundo

Deus na Natureza

Estela

Narrações do Infinito

O Desconhecido e os Problemas Psiquicos – Vol 1

O Desconhecido e os Problemas Psiquicos – Vol 2

O Fim do Mundo

Urania

Gabriel Delanne

A Alma é Imortal

A Evolução Anímica

A Reencarnação

A Vida e as Obras

Biografia

O Espiritismo Perante a Ciência

O Fenômeno Espírita

Autores Diversos
A Grande Batalha - Pietro Ubaldi – Tradução Carlos Torres Pastorino
A Missão do Brasil como Pátria do Evangelho - Célia Urquiza de Sá
A Vidente de Prevost - Dr. Justinus Kerner – Trad. Dr. Carlos Imbassahy
ABC do Espiritismo - Victor Ribas Carneiro
Adolescente, mas de passagem - Paulo R Santos
Aglon e os Espíritos do Mar - Júlio Verne–Orientação André Luiz–R A Ranieri
Alamedas - Gustavo Henrique – Psicografia Benjamin Teixeira
Amor Sempre - Adenáuer Marcos Ferraz de Novaes
Atendimento Fraterno - Vanda Simões
Bases Científicas do Espiritismo - Epes Sargent
Cirurgia Moral - Lancellin - Psicografi João Nunes Maia
e dos Evangelhos - César Vidal Manzanares
Espiritismo Dialético - J. Herculano Pires
Estudando a Mediunidade - Martins Peralva
Katie King - Wallace Leal V Rodrigues
Mergulho No Invisivel - Saara
No País das Sombras - Elisabeth D’Espérance
O Espiritismo, Faquirismo Ocidental - Paul Gibier
Os Sábios e a Senhora Piper - Antonio César Perri de Carvalho
Região em Litígio entre Este Mundo e o Outro - Robert Dale Owen
Rumo às Estrelas - H Dennis Bradley
Roma e o Evangelho - D. Jose Amigo Y Pellicer
Tambores de Angola - Ângelo Inácio – Psicografia RobsonPinheiro
Redenção – Paulo H Bosco

Romances

Quando A Vida Escolhe – Lúcius – Zíbia Gasparetto

Allan Kardec – The Basic Books & Beyond

Spirits Book

Gospel – According To Spiritism

Heaven & Hell

Genesis

Mediums Book

Childrens Books

Life Taugh Us

Life Tells Us II

After The Storm

Andrew Jackson Davis – An Autobiography

Astral City

Christian Agenda

Communications With The Next World

Contact With The Other World

Daily Bread

Death After Life

Death And Its Mystery

Disobsession

Evidence For A Future Life

Footfalls On The Boundary Of Another World

How To Go To A Medium

Illuminating Messages From The Beyond

Incidents In My Life

Letters From Julia

Life After Death

Life And Destiny

Life Beyond Death With Evidence

Life’s Triumph

Light From Beyond

Magnetic & spiritual healing

More spirit teachings

Pheneas speaks

Preparation of workers for spiritist activities

Psychography

Spirit identity

Spiritual tracts

The mystery of joan of arc

We are all mediums

Who is afraid of death

Who was allan kardec

World of spirit

Biblioteca Espírita (Direitos Autorais)

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“conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”

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Paul Hermano Bosco

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20090428

Desdobramento Segundo o Espiritismo

Breve estaremos publicando o tema Sonhos ou Desdobramento - Segundo o Espiritismo - para o qual, desde já, agradecemos todas e quaisquer colaborações pertinentes, inclusive experiencias pessoais para enriquecimento da matéria. Dependendo do resultado e tamanho deste projeto de estudo, poderemos também consolidar o assunto em livro para distribuição na rede. Para quem desconhece o tema, apresentamos a seguir um “introit” a respeito do trabalho que estamos desenvolvendo

De acordo com diversos pesquisadores, por intermédio da projeção da consciência, seria possível conhecer dimensões extrafísicas, conhecidas como plano espiritual, astral ou etérico.

Projeção da consciência, experiência fora-do-corpo, experiência extracorporal, desdobramento, projeção astral ou viagem astral são termos usados alternativamente para designar as experiências fora-do-corpo que pode ser realizado por qualquer pessoa, por meio do sono, via meditação profunda, ou outras técnicas de relaxamento. A Projeciologia acredita que, durante a projeção, quando lúcida, o indivíduo está ciente de que se encontra fora do próprio corpo, projetado por meio do corpo astral, perispírito, psicossoma, etc. Por intermédio da projeção da consciência é possível conhecer dimensões extrafísicas, relativas ao plano astral ou espiritual.

Segundo a concepção espírita, o desdobramento trata-se de um processo de exteriorização do perispírito do corpo físico. O perispírito, durante este processo, sempre permanece ligado ao corpo por uma espécie de cordão umbilical fluídico. É um estado de relativa liberdade perispiritual, análogo ao sono, em que podemos agir semelhantemente a um desencarnado, podendo nos afastar a distâncias consideráveis de nosso corpo físico. O desdobramento pode ser consciente ou inconsciente e, nesse último caso, pode ser iniciado através de operadores encarnados ou desencarnados benfeitores ou obsessores. Também pode ser parcial, quando o perispírito não deixa o corpo físico totalmente - situação na qual as faculdades psíquicas são muito ampliadas - ou total, quando o perispírito deixa o corpo físico. Os portadores desta faculdade têm sonhos vívidos, coerentes e nítidos em que assistem a cenas que, mais tarde, descobrem terem sido fatos reais ocorridos em outros lugares. Podem também ter visões de cenas fantásticas, com muito realismo, ouvir sons e até sentir contato dos lugares onde foram. Essa faculdade pode ser desenvolvida através de exercícios metódicos. Também é chamado de desdobramento astral, exteriorização ou emancipação da alma

O sonho é a recordação de uma parte da atividade que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. O sonho também satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande diferença, a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas. O espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado e entrevê o futuro, todavia, a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito.

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20080130

Allan Kardec

Pseudônimo

O pseudônimo "Allan Kardec", segundo biografias, foi adotado pelo Prof. Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores. Segundo algumas fontes, o pseudônimo foi escolhido por um espírito que revelou-lhe que haviam vivido juntos entre os druidas, na Gália, e que na época, o Codificador se chamava "Allan Kardec"

Biografia - A juventude e a atividade pedagógica
Nascido numa antiga família de orientação católica com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia. Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Zahringenem, em Yverdun, na Suíça (país protestante), tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados.

Concluídos os seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para este idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atração. Era membro de diversas sociedades, entre as quais da Academia Real de Arras.

A 6 de fevereiro de 1832 desposou Amélie Gabrielle Boudet. Como pedagogo, o jovem Rivail dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1835 e 1840, manteve em sua residência, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada, Astronomia e outros. Nesse período, preocupado com a didática, criou um engenhoso método de ensinar a contar e um quadro mnemônico da História de França, visando facilitar ao estudante memorizar as datas dos acontecimentos de maior expressão e as descobertas de cada reinado do país. Publicou diversas obras sobre Educação. Das mesas girantes à Codificação

Allan Kardec.
Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das "mesas girantes", bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal de que era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a freqüentar reuniões em que tais fenômenos se produziam.

Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção de espíritos, Rivail dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científico, filosófico e religioso, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do Homem. Adotou, nessa tarefa, o pseudônimo que o tornaria conhecido

Tendo iniciado a publicação das obras da Codificação em 18 de abril de 1857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista Espírita, 1 de janeiro de 1858, fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

Os últimos anos
Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores. Morreu em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos (65 anos incompletos) de idade, em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho. Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmens druídicos, lê-se numa placa verde sua célebre frase:
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”

Em seu sepultamento, o astrônomo francês e amigo pessoal de Kardec, Camille Flammarion, proferiu o seguinte discurso:

“Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se-te os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra... Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado. (...) Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!”

20080129

Princípios Espíritas

A doutrina espírita, de modo geral, fundamenta-se nos seguintes pontos:
na existência e unicidade de Deus, (desconsidera o dogma da Santíssima Trindade) na existência e imortalidade do Espírito, compreendido como individualidade inteligente da Criação Divina; na defesa da Reencarnação, como o mecanismo natural de aperfeiçoamento dos Espíritos; no conceito de criação igualitária para de todos os Espíritos, "simples e ignorantes" em sua origem, e destinados invariavelmente à perfeição; na possibilidade de comunicação entre os espíritos encarnados ("vivos") e os espíritos desencarnados ("mortos"), através da mediunidade; na lei de causa e efeito, compreendida como mecanismo de retribuição ética universal a todos os espíritos.

O espiritismo crê na pluralidade dos mundos habitados. A Terra não seria o único planeta com vida inteligente do universo. Além disso, podem-se citar como características secundárias:
A noção de continuidade da responsabilidade individual por toda a existência do Espírito;
Progressividade do Espírito dentro do processo evolutivo em todos os níveis da natureza;
Volta do Espírito à matéria (reencarnação) tantas vezes quantas necessárias para alcançar a perfeição. Os espíritas não crêem na metempsicose, ou seja, a volta do Espírito no corpo de animal para pagar dívidas, como aceitam as religiões orientais em geral;
Ausência total de hierarquia sacerdotal;
Abnegação na prática do bem, ou seja, usualmente não se cobra nada por esta ou aquela atividade espírita;
Terminologia própria, como por exemplo, perispírito, Lei de Causa e Efeito, médium, Centro Espírita. O espiritismo não preconiza o uso de termos como: corpo astral, karma, Exu, Orixá, "cavalo", "aparelho", "terreiro", "encosto", entre outros vocábulos utilizados por várias religiões e crenças, embora alguns espíritas, por razões culturais, façam uso de termos semelhantes;
Total ausência de culto a imagens, altares, etc.
Ausência de quaisquer rituais de batismo, culto ou cerimônia para oficializar casamento;
A doutrina espírita incentiva aos praticantes do espiritismo o respeito para com todas as religiões e opiniões.

Há organizações cujas características não se coadunam com a proposta da Federação Espírita Brasileira de compreensão do espiritismo, e por isso não são consideradas pelas Federações Estaduais como representativas da doutrina. Para os espíritas, estas são organizações espiritualistas e não espíritas. Esta diferenciação tem gerado muitas controvérsias e discussões em ambos segmentos.

Embora a Doutrina Espírita não seja oriunda do Brasil, este é o país que possui a maior quantidade de adeptos. A Federação Espírita Brasileira, que integra o Conselho Espirita Internacional, é a principal entidade divulgadora da Doutrina Espírita no Brasil. Outra organização importante é a Confederação Espírita Pan-Americana, sendo que esta entidade não concebe o espiritismo como religião, centrando-se apenas nos seus aspectos filosóficos e científicos.

20080128

Quando a vida começa

Em que momento exato podemos identificar como vida:
na concepção (união do óvulo ao espermatozóide)
ou na implantação do já ovo no útero?

Os Espíritos, na questão 344 de "O Livro dos Espíritos", respondendo à pergunta de Kardec sobre o momento em que o espírito reencarnante se une ao corpo, esclareceram que esta união começa na concepção, não esclarecendo, em pormenores, se estavam se referindo ao momento da fecundação propriamente dita (em que a célula sexual masculina fertiliza a célula feminina) ou ao da nidação (em que o produto da fertilização é implantado no útero materno). Em todo caso, trata-se de uma ligação parcial, pois esta somente se conclui no nascimento.
No entanto, segundo André Luiz, no livro Missionários da Luz, capítulo XIII, intitulado "Reencarnação", descrevendo os detalhes do processo de reencarnação de um espírito, no momento de sua ligação à matéria, nos traz a seguinte narrativa: "Os Espíritos Construtores começaram o trabalho de magnetização do corpo perispirítico [do reencarnante], no que eram amplamente secundados pelo esforço do abnegado orientador [Alexandre], que se mantinha dedicado e firme em todos os campos de serviço. (...) Compreendi que o interessado [Segismundo, o espírito reencarnante] precisava oferecer o maior coeficiente de cooperação individual para o êxito amplo. Surpreendido, reconheci que, ao influxo magnético de Alexandre e dos Construtores Espirituais, a forma perispiritual de Segismundo tornava-se reduzida. A operação não foi curta, nem simples. Identificava o esforço geral para que s efetuasse a redução necessária. Segismundo parecia cada vez menos consciente. Não nos fixava com a mesma lucidez e suas respostas às nossas perguntas afetuosas não se revelavam completas. Por fim, com grande assombro meu, verifiquei que a forma de nosso amigo assemelhava-se à de uma criança. (...) - Faremos agora o ato de ligação inicial, em sentido direto, de Segismundo com a matéria orgânica. (...) Foi então, ó divino mistério da Criação Infinita de Deus!, que a vi [Raquel, a futura mãe do reencarnante] apertar a "forma infantil" de Segismundo de encontro ao coração, mas tão fortemente, tão amorosamente, que me pareceu uma sacerdotisa do Poder da Divindade Suprema. Segismundo ligara-se a ela como a flor se une à haste. Então compreendi que, desde aquele momento, era alma de sua alma aquele que seria carne de sua carne. (...) Observando que a forma de Segismundo se ligara a ela, por divino processo de união magnética, recebi a determinação do meu orientador para seguir-lhe, de perto, o trabalho de auxílio na ligação definitiva de Segismundo à matéria. (...) Auxiliado pelo concurso magnético do mentor, passei a observar as minúcias do fenômeno da fecundação. (...) O meu orientador, absolutamente entregue ao seu trabalho, tocou a pequenina forma [óvulo fecundado] com a destra, mantendo-se no serviço de divisão da cromatina, cujas particularidades são ainda inacessíveis à minha compreensão, conservando a atitude do cirurgião seguro de si, na técnica operatória. Em seguida Alexandre ajustou a forma reduzida de Segismundo, que se interpenetrava com o organismo perispirítico de Raquel, sobre aquele microscópico globo de luz, impregnado de vida, e observei que essa vida latente começou a movimentar-se. Havia decorrido precisamente um quarto de hora, a contar do instante em que o elemento ativo ganhara o núcleo do óvulo passivo. (...) Depois de prolongada aplicação magnética, que era secundada pelo esforço dos Espíritos Construtores, Alexandre aproximou-se de mim e falou: - Está terminada a operação inicial de ligação. Que Deus nos proteja. (...) Sentindo que Alexandre não se demoraria, acerquei-me, ainda uma vez, do quadro de formação fetal. O óvulo fecundado animava-se de profunda vida, evolutindo para a vesícula germinal."

Portanto, de acordo com a descrição de André Luiz, a ligação do espírito reencarnante ao óvulo fecundado se dá imediatamente após o ato de fertilização da célula sexual feminina pela masculina, mais exatamente após decorrido "um quarto de hora". Até este instante em que a ligação é efetuada, segundo o Autor espiritual, há uma vida latente, que somente vai se manifestar com a ligação do espírito.
Somente após esta ligação é que o óvulo fecundado, já se encontrando o espírito reencarnante a ele ligado, é abrigado pelo útero materno.

Se já existe vida na concepção, o espírito já estaria ligado ao reencarnante fora do útero (fertilização in vitro, entre outras)?

Segundo a narrativa de André Luiz, sim, o espírito reencarnante é ligado ao óvulo fecundado antes deste ser abrigado no útero. No entanto, cumpre observar que a descrição de André Luiz se refere a um processo de concepção natural e não de fertilização in vitro (tubo de ensaio).
Além disso, na resposta à questão 336 do Livro dos Espíritos, os Espíritos deixam clara a ressalva no sentido de que haverá sempre um espírito predestinado ao corpo em formação "quando a criança deve nascer para viver".
Somente nesta hipótese é que, necessariamente, haverá um espírito designado para ocupar o novo corpo, pois, conforme esclarecem mais adiante, na questão 356, há casos em que não há espírito destinado a encarnar no corpo em formação. Tais crianças, natimortas, somente vêm como prova para seus pais. Nascem, tão somente, em conseqüência do automatismo biológico, ou seja, em decorrência do processo biológico resultante da união das células sexuais dos pais. Esta informação dos Espíritos nos leva a concluir que a regra mencionada na questão 344 é restrita aos casos em que o processo conceptivo deve atingir o seu objetivo, com o nascimento com vida de um novo ser. Na hipótese da questão 356, não haverá espírito ligado após a concepção.
Assim, na hipótese mencionada na pergunta, o mais provável é que apenas haverá um espírito fluidicamente vinculado a esses embriões se for para a fecundação prosperar até o seu final, isto é, se for efetivamente para encarnar um espírito. Caso contrário, o mais provável é que não haja espírito algum ligado a esses embriões. Vianna de Carvalho, no livro "Atualidade do Pensamento Espírita", entende, em resposta a semelhante indagação (questão 41), que não necessariamente há, nestes casos, um espírito ligado para fins reencarnacionistas. "O desenvolvimento que ocorre em alguns experimentos é espontâneo, resultado do automatismo biológico", explica o Autor espiritual.

A visão Espirita sobre a laqueadura de trompas, vasectomia e anticoncepcionais
Neste caso os pais estariam impedindo a reencarnação de um espírito?


Há métodos anticoncepcionais que não são abortivos, pois não permitem que ocorra a concepção. Em conseqüência, nestes casos não há que se falar em ligação entre um espírito e a matéria. O uso de anticoncepcionais é um meio de se fazer planejamento familiar, a fim de que a família seja programada, se constitua e se multiplique com equilíbrio. Não há nada de errado em preparar-se, física e psicologicamente, para a vinda de um filho, como um ato deliberado, para que a paternidade e a maternidade alcancem plena satisfação e realização. Os casais têm livre-arbítrio para decidir sobre quantos filhos terão e quando os terão. Muitas vezes, trazemos uma programação espiritual prévia dos filhos, mas o ser humano tem o livre-arbítrio de fazer escolhas. Escolhas egoístas podem ter conseqüências futuras, mas o simples planejamento equilibrado da família não é reprovável do ponto de vista espiritual.
A procriação, dando oportunidade reencarnatória a um espírito que necessita voltar à vida física para continuar sua evolução, é uma das tarefas que podemos trazer para a nova passagem pela carne. Porém, não a única. Não reencarnamos unicamente com esse objetivo. Sendo assim, temos o direito de fazer o nosso planejamento familiar, pois, do contrário, teríamos que procriar indefinidamente, durante toda a existência física, o que não seria uma atitude de bom senso. A questão do controle da natalidade deve ser examinada observando-se a intenção de quem o pratique. Se a intenção for de seguir um planejamento familiar que atenda às realidades do casal, inclusive de ordem econômica, nada há na Doutrina que o reprove. Se, porém, a intenção é meramente de preservar a estética do corpo, manter a sensualidade ou ter uma atividade sexual voltada unicamente para o prazer, por exemplo, entendemos que, nestas hipóteses, deverão advir conseqüências na vida espiritual. Nestes casos, estará sendo contrariada a Lei Natural e a conseqüência será a necessidade de retificação numa existência física futura, de forma geralmente dolorosa.
Obviamente que o mau uso do livre-arbítrio, através do abuso do prazer sexual e da promiscuidade, gerará conseqüência desgostosas para o espírito que não souber utilizar adequadamente suas energias sexuais. Então, o uso de métodos anticoncepcionais não significa liberação sexual absoluta e desregrada, mas tão somente um modo de se planejar adequadamente a família.

Esclarecimentos da visão Espírita sobre inseminação artificial.

Nesta questão, estão inseridos vários conceitos que a Doutrina Espírita nos traz, a saber:Deus é onipotente. Criador das Leis Divinas, que regem tudo o que existe, material e espiritual. Deus não derroga suas próprias Leis, porque são perfeitas, tudo o que acontece no Universo tem a manifestação divina por estar contida nas Leis. Desta forma, todo avanço científico, fruto do trabalho do homem e da inspiração dos amigos espirituais, está previsto na Lei Divina.
A Ciência é neutra, quem dá o caráter bom ou mau é o homem imperfeito que dela se serve. Mas de qualquer forma, os avanços científicos existem para o auxílio do homem de bem.
O Espiritismo nos diz que somos Espíritos imortais habitando momentaneamente corpos físicos para progredirmos (reencarnação).
O Espiritismo contribui para o progresso do homem na destruição do materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz que os homens compreendam onde se encontram seus verdadeiros interesses.
E se o interesse do homem é de, através das reencarnações conquistar progressos, quanto maior a possibilidade de ele cumprir sua programação reencarnatória, melhor.
E se a Ciência, através da inseminação artificial, auxilia no processo da construção do corpo físico, porque não utilizar este avanço científico?
A inseminação artificial pode ser vista como mais uma ferramenta que a ciência proporcionou ao homem de poder reencarnar e progredir.
Não nos esqueçamos que o corpo é instrumento de evolução do Espírito. Que o verdadeiro foco deve ser para o progresso do Espírito.

Fonte de Pesquisa: Federação Espírita Brasileira

20080127

Perispirito


Conceitos de Perispírito

O Espírito, propriamente dito, é envolvido por uma substância, vaporosa mas ainda bastante grosseira *

“Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo,uma substância que, por comparação, se pode chamar de perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito*
* O Livro dos Espíritos, questão 93

Funções do Perispírito
Instrumental

O perispírito representa um instrumento ou elemento de ligação entre o Espírito e o corpo físico. A função instrumental permite a interação do Espírito com os mundos espiritual e físico

Individualizadora
O perispírito apresenta características peculiares à identificação de cada indivíduo.
A função individualizadora está relacionada à história e às conquistas evolutivas da pessoa.

Organizadora
Trata-se do “molde”que determina as linhas morfológicas e hereditárias do corpo físico.
A função conservadora preserva os mecanismos de manifestação da lei de causa e efeito.

Sustentadora
Sob o impulso da mente espiritual, o perispírito transfere paulatinamente a energia vital para o corpo físico, sustentando-o desde a formação até o completo desenvolvimento.

Conservadora
A função conservadora garante vitalidade ao corpo físico durante o tempo previsto da reencarnação

Natureza Do Perispírito É de textura semimaterial. *

É de formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta.**
* O Livro dos Espíritos, questão 135. ** Evolução em Dois Mundos, cap.II, p. 26.

Propriedades Do Perispírito

Sensibilidade
propriedade de perceber sensações, sentimentos e emoções. Estas percepções não são captadas por meio de órgãos específicos, mas em todo o corpo perispiritual.

Bicorporeidade (desdobramento)
o Espírito “faz-se em dois”, permitindo a visualização do corpo físico e do perispírito.

Unicidade
significa dizer que cada pessoa traz no próprio perispírito a soma das suas conquistas evolutivas. Não há, portanto, dois perispíritos iguais.

Mutabilidade
é a propriedade que permite mudanças no perispírito em decorrência do processo evolutivo. A mutabilidade ocorre no que se refere à substância, à forma e à estrutura perispirituais.

Outras propriedades
projeção de estados íntimos visíveis na aura; manifestação de odores; transmissão de calor ou frio etc.

Perispírito e Memoria
As inúmeras experiências vivenciadas pelo Espírito são captadas e arquivadas no seu perispírito.

Há indicações de que as lembranças mais remotas são incorporadas à mente espiritual.
Apesar dos arquivos mentais guardarem as lembranças integrais, a memória funciona de forma seletiva e interpretativa
Poucas lembranças pretéritas assomam à nossa consciência. No entanto, elas se refletem na nossa maneira de ser, na forma de nos relacionar com o semelhante e nas diretrizes utilizadas para nos conduzir na vida.
Origem do termo
O termo perispírito foi cunhado por Allan Kardec e encontra seu primeiro uso no comentário que segue o item 93 de O Livro dos Espiritos:
P = O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns, está sempre envolto numa substância qualquer?
R = “Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira.”
Segue-se a esse trecho o seguinte comentário de Kardec: "Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito"

A partir daí Kardec se ocupou de buscar fundamentação para essa hipótese, estudando as propriedades daquilo que à época recebia o nome de "fluidos" (eletricidade, magnetismo, calor), e ampliando a pesquisa para o que chamou de "fluidos psíquicos" ou "espirituais". Concluiu que o perispírito seria um corpo fluídico que envolve o espírito na condição de ente "semi-material". Mais "grosseiro" que o espírito e mais "sutil" que o corpo, seria o responsável, entre outras funções, pela transmissão da vontade daquele para este e das sensações do corpo para o espírito. Seria constituído a partir de modificações particulares do "Fluido Cósmico Universal", que Kardec defendia ser a matéria primordial de que se compõe o universo

Outras concepções
Conservando a nomenclatura original, muitos adeptos da Doutrina Espírita definem hoje o perispírito como um "corpo" dotado de “centros de força” para estes praticamente as mesmas definições que a Teosofia e outras doutrinas baseadas nos ensinamentos orientais elaboraram para o Corpo Astral e os Chackras.
O perispírito teria, assim, a função de "modelar" o corpo físico (chamado de soma), de forma que cada centro de força corresponderia a uma glândula e estaria intimamente ligado ao sistema nervoso, através do qual conduziria ao corpo as deliberações do espírito, e a este transportaria as impressões sensoriais.
Desempenharia, também, o importante papel de elo entre o espírito comunicante e o espírito encarnado nos fenômenos mediúnicos.
O perispírito emitiria ainda, segundo alguns, "vibrações", transformando os "fluidos semi-materiais", de acordo com os pensamentos: poderia, assim, variar da "luminosidade mais elevada" até aspectos mais "repugnantes", consoante a "qualidade" de quem os emite.

O Perispírito
"Há corpo animal e há corpo espiritual" diz São Paulo (1 Cor. 15:44). Com efeito, esse corpo espiritual de São Paulo é o perispírito dos espíritas de hoje. O perispírito, aliás, não é coisa nova.
No Antigo Egito os sacerdotes ensinavam que além do ka", o Espírito, emanação divina, havia uma forma imaterial "sahu", o fantasma propriamente, que reproduzia exatamente os traços do corpo físico e que se manifestava aos encarnados.

Na Grécia antiga, a doutrina inspirada pelos hinos órficos ensinava: "Amai a luz, e não as trevas. Lembrai-vos da finalidade da vossa viagem. Quando as almas voltam ao mundo espiritual trazem marcadas sobre os seus corpos etéreos, em manchas horrendas, todas as faltas da sua vida e, para as apagar, é necessário voltar à Terra. Mas os puros e os fortes se vão para o sol de Dionísio".

Na Índia se fala também desse corpo espiritual, porque ele próprio se impõe como uma realidade incontestável.
Mas não desejamos deter-nos em detalhes nem em considerações dos antigos filósofos. Preferimos abordar rapidamente as importantes funções do perispírito no plano material, assim como as suas conseqüências no plano espiritual.

O corpo espiritual, isto é, o perispírito está em cada. um de nós intimamente ligado ao corpo físico e é tanto mais sutil quanto mais elevado se acha o ser na escala da perfectibilidade. Vaporoso para nós encarnados é, no entanto, bem grosseiro ainda para os desencarnados; contudo, os Espíritos purificados podem elevar-se com ele na atmosfera e transportar-se aonde queiram.

As suas funções no corpo físico são múltiplas e preside a todos os fenômenos fisiológicos da respiração, da alimentação e assimilação dos alimentos, extraindo toda a matéria aproveitável, afeiçoando-a a cada órgão e eliminando do corpo todos os elementos que lhe sejam inúteis ou nocivos. Com efeito, o nosso organismo é uma complicada máquina que funciona à nossa revelia, sem que, nem de leve, suspeitemos da sua complexidade.

Um elevado Espírito, respondendo numa sessão a um jornalista inglês que lhe perguntara sobre o perispírito, disse: "Tenho um corpo que é uma reprodução do que tive na Terra: as mesmas mãos, pernas e pés, que se movem como o fazem os vossos. Na Terra eu tinha o corpo físico interpenetrado do corpo etéreo que ora tenho. O etéreo é o corpo real e é cópia perfeita do corpo terreno. Por ocasião da morte, emergimos de nossa cobertura de carne e continuamos a nossa vida no mundo etéreo, funcionando aqui por meio do corpo etéreo, exatamente como funcionávamos na Terra, metidos no corpo físico. O corpo etéreo é aqui tão substancial para nós como o era o corpo físico quando vivíamos na Terra. Temos as mesmas sensações. Sentimos e vemos como na Terra. Embora não sejam materiais, conforme entendeis esta palavra, os nossos corpos têm forma, aspecto e expressão".

É ainda no perispírito que ficam registradas as nossas ações e os nossos atos, bons ou maus. De fato, todos os acontecimentos da nossa vida são maravilhosamente registrados em nosso perispírito, nos seus mínimos detalhes; nada se perde.
Segundo o Dr. Wilder Penfield, diretor do Instituto de Neurologia del Montreal, Canadá, o nosso perispírito grava, como num filme, todos os acontecimentos da nossa vida. A recordação é de tal modo viva que é como se o indivíduo voltasse a reviver as mesmas cenas, os mesmos fatos.
Pelos fatos registrados nas obras espíritas já sabíamos que em momentos críticos, como nos acidentes graves, nas quedas perigosas, na asfixia por afogamento, etc., o indivíduo pode rever, com incrível nitidez, a sua vida até aquele momento, como se assistisse a um filme no qual ele próprio tomasse parte.

Naturalmente os seus atos bons são motivos de satisfação para o seu Espírito, enquanto os atos maus são motivo de tristeza e arrependimento. Por aí se pode avaliar a situação dolorosa de certos Espíritos libertos da carne, tendo diante de si, permanentemente, os acontecimentos deploráveis que desejariam esquecer.
Eis um fato significativo que comprova as afirmações do Dr. Penfield. O almirante Beaufort, quando ainda jovem, caiu de um navio à água do porto de Portsmouth. Antes que fosse possível ir em seu socorro, desapareceu; ia morrer afogado.
Depois de algumas considerações sobre a angústia do primeiro momento, diz ele:
"Com o enfraquecimento dos sentidos coincidiu uma superexcitação extraordinária da atividade intelectual; as idéias sucediam-se com rapidez prodigiosa. O acidente que acabara de dar-se, o descuido que o motivara, o tumulto que se lhe deveria ter seguido, a dor que iria alcançar meu pai e outras circunstâncias intimamente ligadas ao lar doméstico, foram o objeto das minhas primeiras reflexões. Depois, veio-me à memória o último cruzeiro, viagem acidentada por um naufrágio; a seguir, a escola, os progressos que nela fizera e também o tempo perdido, finalmente, as minhas ocupações e aventuras de criança. Em suma, a subida de todo o rio da vida, e quão pormenorizada e precisa"! E acrescenta: "Cada incidente da minha vida atravessava-me sucessivamente a memória, não como simples esboço, mas com as particularidades e acessórios de um quadro completo! Por outras palavras, toda a minha existência desfilava diante de mim numa espécie de vista panorâmica, cada fato com a sua apreciação moral ou reflexões sobre suas causas e efeitos. Pequenos acontecimentos sem conseqüências, há muito tempo esquecidos, se acumulavam em minha imaginação como se tivessem passado na véspera. E tudo isso sucedeu em dois minutos"
(Léon Denis, "O Problema do Ser", pág. 173)
Com efeito, todos os atos da nossa vida e são maravilhosamente registrados em nosso perispírito. Os menores detalhes são cuidadosamente guardados para, no momento preciso, na aflorarem nítidos, inconfundíveis - Eis porque Jesus, estabelecendo a nossa responsabilidade diante da vida, diz: "Até os cabelos da vossa da cabeça estão contados."
Reformador - julho/1970 - pg. 161

O Perispírito ou Corpo Astral, segundo Geley
Perispírito tem na Doutrina Espírita uma importância capital, constitui o princípio intermediário entre a matéria e o Espírito, o meio de união entre a Alma e o corpo, as condições necessárias para as relações entre o Moral e o físico.
É composto á quinta essência dos elementos combinados das relações anteriores. Evoluciona e progride com a Alma e tanto mais sutil é e tanto menos material, quanto mais elevado e perfeito é o indivíduo.
O Perispírito assegura a conservação da individualidade, fixa os progressos já conseguidos, sintetiza, numa palavra, o avanço do estado do ser. Serve de molécula, de molde orgânico para toda nova encarnação, condensando-se no embrião; agrupa em uma ordem dada, moléculas materiais e assegura o desenvolvimento normal do organismo. Sem o Perispírito, o resultado da fecundação não seria mais que um tumor informe.
O Dr. Gustavo Geley, diz: O Perispírito assegura também a sustentação do corpo e suas reparações em idêntica ordem durante a perpétua renovação das células. Sabe-se que o corpo se transforma por completo no espaço de alguns meses.
Sem a força misteriosa do Perispírito a personalidade do ser variaria constantemente em cada uma destas mudanças.
O Perispírito não está estreitamente aprisionado ao corpo do encarnado; irradia mais ou menos fora dele, segundo sua pureza. Esta irradiação constitui o que se chama aura. Inclusive, pode às vezes, mesmo em pouca proporção, separar-se momentaneamente do encarnado ao qual só permanece ligado por ligeiro fluido.
Neste estado de desencarnação relativa, o ser pode tomar conhecimento de fatos ocorridos longe dele e demonstrar que possui faculdade anormal.
Se o Perispírito leva moléculas materiais consigo, em grande número, poderá agir a grande distância e também exercer certa influência sobre a vista ou os outros sentidos das pessoas que encontre em seu caminho; neste caso representa exatamente o que se chama em termo espiritista, o duplo exato do seu corpo.
O Dr. Geley, diz: A Alma. Esta síntese compreende numerosos elementos que podem agrupar-se nas categorias
1.°) elementos adquiridos em encarnações anteriores;
2.°) elementos adquiridos na encarnação atual.
No primeiro caso, são as recordações das personalidades passadas e o conhecimento de todos os fatos importantes das existências sucessivas.
Esses elementos não estão na consciência normal; esquecidos na aparência, são conservados integralmente pelo Perispírito. A consciência total, isto é, o produto dos progressos realizados desde o começo da evolução.
A Alma : é a parte essencial da individualidade, a que constitui seu verdadeiro grau de avanço e aperfeiçoamento ; é o eu real, que a personalidade atual oculta mais ou menos. Toda nova encarnação a dissimula momentaneamente, pelos elementos que leva consigo.
Da herança : A herança é dupla, física e psíquica.
A herança física é evidente e muito importante, visto que dela depende, em parte, o bom estado do instrumento orgânico (dos Pais). A herança intelectual e moral, quase sempre ausente (em absoluto).
Pelo que precede, vê-se claramente que a consciência normal de um ser encarnado não constitui toda sua individualidade pensante. De acordo com as teorias da ciência, a doutrina espírita, admite que a síntese psíquica é muito mais extensa.
A Alma compreenderia uma parte consciente e outra inconsciente, ou melhor, subconsciente ; esta última é, sem duvida, a mais importante.
Com efeito, admitindo a teoria das existências múltiplas, a parte subconsciente da Alma compreenderia uma série infinita de recordações veladas momentaneamente, mas gravadas no Perispírito.
A parte subconsciente compreenderia : a consciência total, o eu real, produto de todos os progressos passados, e muito superior em todos os seres, avançados do que o seu eu aparente.
Revista Internacional de Espiritismo – Julho de 1961

Pensamento e Perispírito
Portador de expressiva capacidade plasmadora, o perispírito registra todas as ações do Espírito através dos mecanismos sutis da mente que sobre ele age, estabelecendo os futuros parâmetros de comportamento, que serão fixados por automatismos vibratórios nas reencarnações porvindouras.
Corpo intermediário entre o ser pensante, eterno, e os equipamentos físicos, transitórios, por ele se processam as imposições da mente sobre a matéria e os efeitos dela em retomo à causa geratriz.
Captando o impulso do pensamento e computando a resposta da ação, a ele se incorporam os fenômenos da conduta atual do homem, assim programando os sucessos porvindouros, mediante os quais serão aprimoradas as conquistas, corrigidos os erros e reparados os danos destes últimos derivados.
Constituído por campos de forças mui especiais, ele irradia vibrações específicas portadoras de carga própria, que facultam a perfeita sintonia com energias semelhantes, estabelecendo amas de afinidade e repulsão de acordo com as ondas emitidas.
Assim, quando por ocasião da reencarnação o Espírito é encaminhado por necessidade evolutiva aos futuros genitores, no momento da fecundação o gameta masculino vitorioso esteve impulsionado pela energia do perispírito do re-encarnante, que naquele espermatozóide encontrou os fatores genéticos de que necessitava para a programática a que se deve submeter.
A partir desse momento, os códigos genéticos da hereditariedade, em consonância com o conteúdo vibratório dos registros perispirituais, vão organizando o corpo que o Espírito habitará.
Como é certo que, em casos especiais, há toda uma elaboração de programa para o re-encarnante, na generalidade, os automatismos vibratórios das Leis de Causalidade respondem pela ocorrência, que jamais tem lugar ao acaso.
Todo elemento irradia vibrações que lhe tipificam a espécie e respondem pela sua constituição.
Espermatozóides e óvulos, em conseqüência, possuem campo de força especifico, que propele os primeiros para o encontro com os últimos, facultando o surgimento da célula ovo.
Por sua vez, cada gameta exterioriza ondas que correspondem à sua fatalidade biológica, na programação genética de que se faz portador.
Desse modo, o perispírito do re-encarnante sincroniza com a vibração do espermatozóide que possui a mesma carga vibratória, sobre ele incidindo e passando a plasmar no óvulo fecundado o como compatível com as necessidades evolutivas, como decorrência das catalogadas ações pretéritos. Equilíbrio da forma ou anomalia, habilidades e destreza, ou incapacidade, inteligência, memória e lucidez, ou imbecilidade, atraso mental, oligofrenia serão estabelecidos desde já pela incidência das conquistas espirituais sobre o embrião em desenvolvimento.
Sem descartarmos a hereditariedade nos processos da reencarnação, o seu totalitarismo, conforme pretendem diversos estudiosos da Embriogenia e outras áreas da ciência, não tem razão de ser.
Cada Espírito é legatário de ú mesmo. Seus atos e sua vida anterior são os plasmadores da sua nova existência corporal, impondo os processos de reabilitação, quando em dívida, ou de felicidade, se em crédito, sob os critérios da Divina Justiça.
Certamente, caracteres físicos, fisionômicos e até alguns comportamentais resultam das heranças genéticas e da convivência em família, jamais os de natureza psicológica que afetam o destino, ou de ordem fisiológica no mapa da evolução.
Saúde e enfermidade, beleza e feiúra, altura e pequenez, agilidade e retardamento, como outras expressões da vida física, procedem do Espírito que vem recompor e aumentar os valores bem ou mal utilizados nas existências pretéritas.
Além desses, os comportamentos e as manifestações mentais, sexuais, emocionais decorrem dos atos perpetrados antes e que a reencarnação traz de volta para a indispensável canalização em favor do progresso de cada ser.
As alienações, os conflitos e traumas, as doenças congênitas, as deformidades físicas e degenerativas, assim como as condições morais, sociais e econômicas, são capítulos dos mecanismos espirituais, nunca heranças familiares, qual se a vida estivesse sob injunções do absurdo e da inconseqüência.
A aparente hereditariedade compulsória, assim como a injunção moral atuante em determinado indivíduo, fazendo recordar algum ancestral, explica-se em razão de ser aquele mesmo Espírito, ora renascido no clã, para dar prosseguimento a realizações que ficaram incompletas ou refazer as que foram perniciosas. Motivo este que libera "o filho de pagar pelos pais" ou avós, o que constituiria, se verdadeiro, uma terrível e arbitrária imposição da Justiça que, mesmo na Terra, tem código penalógico mais equilibrado.
Os pensamentos largamente cultivados levam o indivíduo a ações inesperadas, como decorrência da adaptação mental que se permitiu. Desencadeada a ação, os efeitos serão incorporados ao modus vivendi posterior da criatura.
E mesmo quando não se convertem em atitudes e realizações por falta de oportunidade, aquelas aspirações mentais, vividas em clima interior, apresentam-se como formas e fantasmas que terão de ser diluídos por meio de reagentes de diferente ordem, para que se restabeleça o equilíbrio do conjunto espiritual.
Conforme a constância mental da idéia, aparece uma correspondente necessidade da emoção.
Todos esses condicionamentos estabelecem o organograma físico, mental e moral da futura empresa reencarnacionista a que o Espírito se deve submeter, ante o fatalismo da evolução.
O conjunto - Espírito ou mente, perispírito ou psicossoma e corpo ou soma - é tão entranhadamente conjugado no processo da reencarnação que, em qualquer período da existência, são articulados ou desfeitos sucessivos equipamentos que procedem da ação de um sobre o outro. O Espírito aspira e o perispírito age sobre os implementos materiais, dando surgimento a respostas orgânicas ou a fatos que retomam à fonte original, como efeito da ação física que o mesmo corpo transfere para o ser eterno, concedendo-lhe crédito ou débito que se incorpora à economia da vida planetária.
O mundo mental, das aspirações e ideais, é o grande agente modelador do mundo físico, orgânico. Conforme as propostas daquele, têm lugar as manifestações neste.
Assim se compreende porque a Terra é mundo de "provas e expiações", considerando-se que os Espíritos que nela habitam estagiam na sua grande generalidade em faixas iniciais, inferiores, portanto, da evolução.
À medida que o ser evolve, melhores condições estatui para o próprio crescimento, dentro do mesmo critério da lei do progresso, que realiza com mais segurança os mecanismos de desenvolvimento, de acordo com as conquistas logradas. Quanto mais adiantado um povo, mais fáceis e variados são-lhe os recursos para o seu avanço.
O pensamento, desse modo, é um agente de grave significado no processo natural da vida, representando o grau de elevação ou inferioridade do Espírito, que, mediante o seu psicossoma ou órgão intermediário, plasma o que lhe é melhor e mais necessário para marchar no rumo da libertação.
Divaldo P Franco / Manoel P Miranda – em Temas da vida e da morte -FEB

Perispírito
É o corpo espiritual necessário ao mundo de relação dos Espíritos ainda ligados à forma. É a individualização do Fluido Cósmico Universal em torno de uma individualidade, que o congrega em si por um automatismo instintivo. Uma segunda função não menos importante do perispírito é a de ser um intermediário entre a matéria e o Espírito, o elo de união entre a alma e o corpo, a condição necessária para as relações entre o espiritual e o físico.
O perispírito é composto pela quintessência dos elementos combinados e acumulados no somatório das experiências re-encarnatórias anteriores. Evolui e progride com o Espírito, pois, a cada passo do seu progresso, o Espírito vibra em ambientes mais sutis, tirando daí a sua "matéria", tornando-se o perispírito tanto mais sutil e menos material, quanto mais elevado e perfeito for o indivíduo.
O perispírito delimita a individualidade no Plano Espiritual, reflete os progressos já realizados e caracteriza o estado de adiantamento do ser. O Espírito está intimamente ligado ao perispírito por mecanismos sutis de natureza ultraconsciencial. Por causa disso, tudo o que o Espírito quer fazer, até um mínimo pensamento, o perispírito acusa de modo especial.
Quando um Espírito reencarna, é pelo perispírito que se liga à matéria. Isso porque o Espírito é imaterial, necessitando de um intermediário, para que possa manifestar-se no mundo físico.
O perispírito, no momento da encarnação, recebe uma espécie de "cola", o fluido (energia) vital, prendendo-se ao sistema biológico que se forma, pouco a pouco, consolidando ligações mais sutis, a ponto de passar animação ao corpo físico. Unido ao corpo, molécula a molécula, assegura também a ordem e a manutenção dos tecidos e órgãos. Ao mesmo tempo, por ser extremamente plástico e sensível ao pensamento, modifica-se a cada encarnação, quando recebe o condicionamento das novas formas e todas as impressões boas ou ruins, resultantes das ações do Espírito.
O perispírito transcende o corpo físico, irradiando-se para fora dele e compondo a aura. Pode inclusive desprender-se do corpo, quando este está em estado de transe, permanecendo ligado por cordões fluídicos. Representa então o duplo exato do corpo e pode ser visto por videntes e também materializar-se. É um dos principais fatores para a identificação dos Espíritos.
As propriedades do perispírito têm sido alvo de estudo por parte de muitos espíritas, e hoje sabe-se que tem peso específico em seu mundo de relação; pode emitir luz, quando penetra em esferas inferiores à sua; é muito sensível ao pensamento quanto à sua forma, sendo extremamente plástico; emite diversos tipos de raios, inclusive curativos e restauradores; absorve diversos tipos de raios psíquicos; revela a natureza inferior ou superior do Espírito e vibra molecularmente de acordo com a grandeza moral do Espírito. (L. Palhano Jr. - Obra: Dicionário de Filosofia Espírita.
O perispírito é o laço que à matéria do corpo prende o Espírito, que o tira do meio ambiente, do fluido universal. Contém ao mesmo tempo da eletricidade, do fluido magnético e, até certo ponto, da matéria inerte. Poder-se-ia dizer que é a quintessência da matéria.
Perispírito: Um elemento de ligação
Quando em 1637 René Descartes apresentou ao mundo a primeira edição do seu Discurso sobre o Método pôs uma sombra de dúvida nas realidades imutáveis que a filosofia fideísta havia consagrado ao longo de séculos de imposição religiosa e que a Ciência nascente haveria de revogar pela consagração da metodologia científica. Num tempo em que a Religião tomou para si o domínio da verdade e dispôs da Filosofia como servidora menor que justificava com rodeios lógicos as proposições que os dogmas antecipadamente impunham, o século XVII inaugurava a reflexão metodológica na Ciência. Descartes apresentava a dúvida pertinaz como primeiro critério para avaliação das coisas não as aceitando até que elas se mostrassem claras e distintas ao pensar humano. Entretanto, ao mesmo tempo que coloca em dúvida a realidade de todas as idéias, Descartes apresenta o "Cogito ergo sum "- Penso logo existo - como a realidade fundamental de sua filosofia e, ao mesmo tempo, oferece ao mundo a concepção dualista de Espírito e Matéria como as realidades fundamentais do Universo, os pilares centrais que sustentam todos os elementos do mundo material e espiritual. Criou, dessa forma, um sistema de idéias onde espírito e matéria representam-se como as antíteses recíprocas da dialética existencial das coisas, uma concepção que isola os dois elementos e os faz miraculosamente conviver sem jamais interagir.
À proposição de um método indutivo baseado nesta dicotomia entre espírito e matéria seguiu-se uma reflexão epistemológica, erigida inicialmente por John Locke, que propõe a matéria como a única entidade percebida pelos sentidos; e considerando que todo o nosso conhecimento é haurido por meio desses mesmos sentidos, somente a matéria deve existir; já que o espírito nada tem a ver com o mundo material. Considerando ainda que não existem contatos entre espírito e matéria - como tão bem argumentou Descartes -, resta-nos a seguinte conclusão: só a matéria existe!
A reação a tais idéias apareceu na filosofia do bispo George Berkeley que volta, por força de expressão, a filosofia contra o filósofo e argumenta que exatamente pelas razões apresentadas por Locke, o inexistente é a matéria - e não o espírito - já que ela só existe como percepção da mente humana. Não existisse o Espírito para coordenar as informações que os sentidos fornecem então não haveria matéria porque nada haveria para percebê-la. Contudo, o bispo George Berkeley não esperou muito pela resposta. O escocês David Hume analisando ainda o processo de conhecimento e compreensão humana argumentou com a mesma força de Berkeley que do mesmo modo que percebemos a matéria, inexistente para o bispo, percebemos a mente como uma idéia que não têm em si mesma substância e por trás da nossa percepção da mente não identificamos nenhuma substância para o espírito, que julgamos existir.
Em resumo, Hume destruiu a alma que estaria na mente com mesma violência com que Berkeley destruiu a matéria, que não estaria no mundo. Quando Augusto Comte apresentou ao mundo a teoria dos três estados, na qual lançava o espírito para uma concepção primitiva da história do pensamento, a Ciência optou pelas conclusões do materialismo que pareciam promissoras. O Positivismo de Comte parecia oferecer alternativas para o pensar científico que ficou impregnado de seus fundamentos, conforme o apresentamos no trabalho "A revolução do Espírito - Perspectivas da Ciência Espírita." Mas o quadro filosófico era desesperador. O espírito não passava de uma abstração absolutamente destituída de substância - o que equivale a dizer: inexistente para o pensamento da época. Sem contato com a matéria e sem realidade própria, não havia razão para a concepção do espírito como um elemento do universo. O materialismo parecia uma imposição lógica. A Ciência impregnava-se de idéias e métodos mecanicistas que apontavam para a matéria como o elemento existente e para o espírito como o mito a ser esquecido...
É nesse contexto que Allan Kardec vem propor, como resultado de pesquisas com o fenômeno mediúnico, a existência do perispírito, um elemento de substância intermediária entre o espírito e a matéria, cuja existência e propriedades seriam responsáveis pela elucidação de inúmeros fenômenos até então inexplicáveis. A própria questão da substância do espírito seria retomada pela proposição de um elemento intermediário considerando-se os limites de contato entre o espírito, a matéria e o perispírito. Kardec retoma uma discussão filosoficamente colocada por Descartes e a posiciona num contexto mais global qual seja o da Ciência, da Religião e da própria Filosofia. Seus métodos eram tão novos como novo era o problema. Embora a questão estivesse colocada no campo do espiritualismo, Kardec a vem discutir no contexto da Ciência porque ela era de fundamental importância para a explicação dos fenômenos mediúnicos e para retirar o espírito do campo do maravilhoso e do sobrenatural. Na abordagem do problema, o Codificador do Espiritismo optou por trabalhar em cima dos fatos. Erigiu uma concepção do perispírito que para muitos parece simplista demais. Os motivos que o levaram a esta posição foram de caráter metodológico: o Espiritismo não poderia trabalhar com suposição num campo tão novo. Para ele a questão do perispírito foi colocada de maneira clara: é o elemento semi-material que serve de intermediário entre o espírito e a matéria. Kardec trata-o como fluido assim como a Física tratava a eletricidade. Para a posteridade ficaria a incumbência de trazer mais elementos e enriquecer os métodos de modo a detalhar - e aprofundar - os conhecimentos sobre a natureza do perispírito.
O campo permanece aberto às conjecturas. O Espiritismo apresenta seu ponto de vista com os respectivos argumentos. O conhecimento exige a consideração desses argumentos e deste novo elemento - o perispírito.
Perispírito ou Espírito
O Espírito é consciência, eterna, evolui e demonstra isso nas múltiplas manifestações físicas e psíquicas. Não está condicionado a espaço, tempo e massa. Perispírito é uma forma projetada pelo espírito para aparecer moldando o físico nas dimensões físicas e psíquicas, em suas variadas formas. Em outra dimensão ele ainda é uma forma, que ocupa um espaço e deve ter massa, sutil. O que os videntes vêem não são os espíritos, mas seus perispíritos, tanto que os identificam. Com o avanço da ciência acadêmica, esse corpo energético, ganhou outros nomes, o que para nós os espíritas, reforça um dos pilares básicos da reencarnação. O prof. Hernani Guimarães Andrade em seu livro "Teoria Corpuscular do Espírito", deu‑lhe o nome de "Modelo Organizador Biológico". Em meu livro, "A Ciência do Espírito", denominei‑o "Campo Estruturador das Formas". Finalmente o Prof. Rupert Sheldrake, especialista em bioquímica e biologia celular, membro da Frank Knox, em Harward e doutorado em Cambridge, no livro "Diálogos com Sábios e Cientistas", de Renee Weber, editado pela Cultrix, afirma que para que haja uma formação biológica, existe um campo "Campo morfogenético" (de morfo‑forma e genético‑vir a ser). Ele diz: "Algo mais profundo do que o acaso cego domina e governa o mundo material. Esses campos invisíveis, matrizes de todas as formas, mostram o comportamento da evolução, e operam ao longo do tempo e do espaço, numa ligação "teleativa" de organismos que também têm implicações na Parapsicologia". Bastaria isso, mas vamos adiante:
"A teoria dos morfo-genéticos propõe a existência de um campo, ou estrutura espacial que é responsável pelo desenvolvimento do corpo". E mais: "Porque o campo Inorfogenético de um frango se associa ao ovo de uma galinha e não ao de uma perdiz ou de uma fême humana? Isso se liga à questão de origem pois não existe geração espontânea. O ADN, em minha opinião tem sido superestimado. Os biólogos teimam em projetar nele papéis e possibilidades que estão além do que são capazes de fazer. Assim, aquilo que começou como uma teoria rigorosa e bem delineada de como o ADN codifica o ARN e como o ARN codifica as proteínas, logo se transformou numa espécie de teoria mística, na qual o ADN se reveste de misteriosos poderes e propriedades que não podem ter, de modo algum, especificados em termos moleculares exatos. Tais são, ao meu ver, as fantasias projetadas no ADN, coisas que dizem que ele faz, masque sabemos não poder fazer.
Essas coisas, na verdade, são feitas pelos campos (corpos) morfogenéticos (Perispírito).
Mas vamos além para provar a existência do perispírito, que é uma fôrma para fazer a forma física. Uma fôrma, que se transforma em forma, pelo construtor que é o ESPÍRITO, com defeitos e perfeições...
Entre outras coisas extraíveis do Livro "Psychic Discoveries Behind the Iron Curtam"(Experiências atrás da Cortina de Ferro, Rússia) de Sheyla Ostrander e Lin Schoeder, em 1971 consta:
"Experiências conclusivas revelam que um braço embrionário enxertado na posição destinada à perna de um animal em formação, desenvolverá a partir daí como uma perna e não como um braço, o que evidencia a existência de uni campo organizador (perispírito) que impõe à matéria a sua programação. Em outras palavras, onde esse corpo bioplásmico do ser em formação tem uma perna, vai surgir uma perna, e não um braço, mesmo que ele seja ali enxertado com a intenção de modificar os planos do perispírito". Quantas provas podemos tirar de tudo isso... para os processos da reencarnação, como enfermidades, e deformações? Cada vez mais P Ciência oficial vai solidificando este postulado básico da Doutrina Espírita...

Alguns espíritas acreditam e até afirmam, que a consciência está no perispírito. Esta também nele e no corpo carnal. Mas o perispírito é também um corpo, existente na dimensão em que o processo evolutivo passa por um aprisionamento do corpo carnal que ele constrói. Mas um dia o perispírito morrerá também No Livro de André Luiz, "Obreiros da Vida Eterna" está relacionado uni acontecimento que prova isso. Lá está o relato da invocação que desencarnados fizeram para obter a presença de Bittencourt Sampaio. E usado um aparelho, a guisa de "médium de formação" naquela dimensão, já que essa entidade invocada, não possuía mais perispírito E continuava existindo, já que o espírito é consciência e nele está a possibilidade de construir uma forma, no plano dos desencarnados... Ele, Bittencout, aparece inicialmente como um foco de luz que com o auxílio do aparelho, e só nele toma sua forma para ser reconhecido.

Os espíritos ainda perispiritáveis, que voltarão a reencarnar, não podem passar através de outros da mesma dimensão. Não gosto quando dizem que o "espírito de fulano incorporou cm fulano". Espírito não entra no corpo de ninguém. Obsessões ou possessões, são sintomas que se estabelecem entre o obsessor e o obsediado. E como um receptor de rádio em nossa casa que entra em sintonia com a estação emissora. E, para as dimensões onde não existem os perispíritos, um consegue (espírito) atravessar o outro'' Creio que não, mas a temática está em aberto. Isso só vamos saber, quando chegarmos lá.
Mas, que fique bem claro. CONSCIÊNCIA é a prova da existência do ESPÍRITO. Já dizia Descartes: ‑ "Penso, logo existo". E quem disse isso, foi o espírito que era Descartes, e não o perispírito ou o corpo dele... - Evangelho e Ação

Chakra
Os sete principais chakras do corpo.
Chakras são, segundo a filosofia ioga, dentro do corpo humano existem canais (nadis) por onde circula a energia vital (prana) que nutre órgãos e sistemas. Existem várias rotas diferentes e independentes por onde circulam esta energia. Os chakras são os pontos aonde essas rotas energéticas estão mais próximos da superfície do corpo.
Imagine que os Chakras são uma lâmpada com uma tomada do lado. Eles tanto indicam a quantidade de energia naquele sistema específico como podem ser usados para recarregar a energia do sistema. Existem muitos canais e uma grande divergência quanto ao número exato. Algumas linhas afirmam existir 32, outra 114 e ainda 88.000 - sendo assentes todos que os principais são sete.

20080126

Dom Helder Câmara


Dom Hélder Câmara
Se Manifesta... “Novas Utopias”

Recentemente foi lançado no mercado cultural um livro mediúnico trazendo as reflexões de um padre depois da morte, atribuído, justamente, ao Espírito Dom Hélder Câmara, bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife, desencarnado no dia 28 de agosto de 1999 em Recife, Pernambuco.
É do conhecimento geral, principalmente dos católicos brasileiros: Dom Elder Câmara foi um dos fundadores da CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e grande defensor dos direitos humanos durante o regime militar brasileiro, cuja luta, nesse processo político da nossa história, o notabilizou no mundo todo, como uma das figuras mais expressivas do século XX, na defesa dos fracos contra a tirania dos fortes e dos pobres contra a usura dos ricos. Pregava uma igreja simples voltada para os pobres e a não-violência. Por sua atuação, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Foi indicado quatro vezes para o prêmio Nobel da Paz.

Em 1969 - Doutor Honoris Causa, pela Universidade de Saint Louis, Estados Unidos. Este mesmo título foi-lhe conferido por diversas universidades brasileiras e estrangeiras: Bélgica, Suíça, Alemanha, Holanda, Itália, Canadá e Estados Unidos. Foi intitulado cidadão honorário de 28 cidades brasileiras e da cidade de São Nicolau, na Suiça e Rocamadour, na França. Recebeu o prêmio Martin Luther King, nos EUA e o prêmio Popular da Paz, na Noruega e diversos outros prêmios internacionais.

Por isso, o livro psicografado pelo médium Carlos Pereira, da Sociedade Espírita Ermance Dufaux, de Belo Horizonte, causou muita surpresa no meio espírita e grande polêmica entre os católicos. O que causou mais espanto entre todos foi a participação de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, que durante nove anos foi secretário de Dom Hélder Câmara, para a relação ecumênica com as igrejas cristãs e as outras religiões. Marcelo Barros secretariou Dom Hélder Câmara no período de 1966 a 1975 e tem 30 livros publicados.

Ao prefaciar o livro Novas Utopias, do Espírito Dom Hélder, reconhecendo a autenticidade do comunicante, pela originalidade de suas idéias e, também, pela linguagem, é como se a Igreja Católica viesse a público reconhecer o erro no qual incorreu muitas vezes, ao negar a veracidade do fenômeno da comunicação entre vivos e mortos, e desse ao livro de Carlos Pereira, toda a fé necessária como o Imprimátur do Vaticano. É importante destacar, ainda, que os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na doação feita pelo médium, à Sociedade Espírita Ermance Dufaux e ao Instituto Dom Hélder Câmara, de Recife, o que, aliás, foi aceito pela instituição católica, sem nenhum constrangimento.

No prefácio do livro aparece também o aval do filósofo e teólogo Inácio Strieder e a opinião favorável da historiadora e pesquisadora Jordana Gonçalves Leão, ambos ligados a Igreja Católica. Conforme eles mesmos disseram, essa obra talvez não seja uma produção direcionada aos espíritas, que já convivem com o fenômeno da comunicação, desde a codificação do Espiritismo; mas, para uma grandiosa parcela da população dentro da militância católica, que é chamada a conhecer a verdade espiritual, porque "os tempos são chegados"; estes ensinamentos pertencem à natureza e, conseqüentemente, a todos os filhos de Deus. A verdade espiritual não é propriedade dos espíritas ou de outros que professam estes ensinamentos e, talvez, porque, tenha chegado o momento da Igreja Católica admitir, publicamente, a existência espiritual, a vida depois da morte e a comunicação entre os dois mundos.

Na entrevista com Dom Hélder Câmara, realizada pelos editores, o Espírito comunicante respondeu as seguintes perguntas sobre a vida espiritual:

Dom Hélder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre?
- Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de voltar, já se sentia padre. Ao deixar a existência no corpo físico, continuo como padre porque penso e ajo como padre. Minha convicção à Igreja Católica permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo, mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que me seja possível, para o bem da humanidade.

Do outro lado da vida, o senhor tem alguma facilidade a mais para realizar seu trabalho e exprimir seu pensamento ou ainda encontra muitas barreiras com o preconceito religioso?
- Encontramos muitas barreiras. As pessoas que estão do lado de cá reproduzem o que existe na Terra. Os mesmos agrupamentos que se formam aqui se reproduzem na Terra. Nós temos as mesmas dificuldades de relacionamento, porque os pensamentos continuam firmados, cristalizados em determinados pontos que não levam a nada. Mas, a grande diferença é que por estarmos com a vestimenta do espírito, tendo uma consciência mais ampliada das coisas podemos dirigir os nossos pensamentos de outra maneira e assim influenciar aqueles que estão na Terra e que vibram na mesma sintonia.

Como o senhor está auxiliando nossa sociedade na condição de desencarnado?
- Do mesmo jeito. Nós temos as mesmas preocupações com aqueles que passam fome, que estão nos hospitais, que são injustiçados pelo sistema que subtrai liberdades, enriquece a poucos e colocam na pobreza e na miséria muitos; todos aqueles desvalidos pela sorte. Nós juntamos a todos que pensam semelhantemente a nós, em tarefas enobrecedoras, tentando colaborar para o melhoramento da humanidade.

Como é sua rotina de trabalho?
- A minha rotina de trabalho é, mais ou menos, a mesma. Levanto-me, porque aqui também se descansa um pouco, e vamos desenvolver atividades para as quais nos colocamos à disposição. Há grupos que trabalham e que são organizados para o meio católico, para aqueles que precisam de alguma colaboração. Dividimo-nos em grupos e me enquadro em algumas atividades que faço com muito prazer.

Qual foi a sua maior tristeza depois de desencarnado? E qual foi a sua maior alegria?
-Eu já tinha a convicção de que estaria no seio do Senhor e que não deixaria de existir. Poder reencontrar os amigos, os parentes, aqueles aos quais devotamos o máximo de nosso apreço e consideração e continuar a trabalhar, é uma grande alegria. A alegria do trabalho para o Nosso Senhor Jesus Cristo.

O senhor, depois de desencarnado. Tem estado com freqüência nos centros espíritas?
- Não. Os lugares mais comuns que visito no plano físico são os hospitais; as casas de saúde; são lugares onde o sofrimento humano se faz presente. Naturalmente vou à igreja, a conventos, a seminários, reencontro com amigos, principalmente em sonhos, mas minha permanência mais freqüente não é na casa espírita.

O senhor já era reencarnacionista antes de morrer?
- Nunca fui reencarnacionista, diga-se de passagem. Não tenho sobre este ponto um trabalho mais desenvolvido porque esse é um assunto delicado, tanto é que o pontuei bem pouco no livro. O que posso dizer é que Deus age conforme a sua sabedoria sobre as nossas vidas e que o nosso grande objetivo é buscarmos a felicidade mediante a prática do amor. Se for preciso voltar a ter novas experiências, isso será um processo natural.

Qual é o seu objetivo em escrever mediunicamente?
- Mudar, ou pelo menos contribuir para mudar, a visão que as pessoas têm da vida, para que elas percebam que continuamos a existir e que essa nova visão possa mudar profundamente a nossa maneira de viver.

Qual foi a sensação com a experiência da escrita mediúnica?
- Minha tentativa de adaptação a essa nova forma de escrever foi muito interessante, porque, de início, não sabia exatamente como me adaptar ao médium para poder escrever. É necessário que haja uma aproximação muito grande entre o pensamento que nós temos com o pensamento do médium. É esse o grande de todos nós porque o médium precisa expressar aquilo que estamos intuindo a ele. No início foi difícil, mas aos poucos começamos a criar uma mesma forma de expressão e de pensamento, aí as coisas melhoraram. Outros (médiuns) pelos quais tento me comunicar enfrentam problemas semelhantes.

Foi uma surpresa saber que poderia se comunicar pela escrita mediúnica?
- Não. Porque eu já sabia que muitas pessoas portadoras da mediunidade faziam isso. Eu apenas não me especializei, não procurei mais detalhes, deixei isso para depois, quando houvesse tempo e oportunidade.

Imaginamos que haja outros padres que também queiram escrever mediunicamente, relatarem suas impressões da vida espiritual. Por que Dom Hélder é quem está escrevendo?
- Porque eu pedi. Via-me com a necessidade de expressar aos meus irmãos da Terra que a vida continua e que não paramos simplesmente quando nos colocam dentro de um caixão e nos dizem “acabou-se”. Eu já pensava que continuaria a existir, sabia que haveria algo depois da vida física. Falei isso muitas vezes. Então, sentir a necessidade de me expressar por um médium, quando estivesse em condições e me fossem dadas as possibilidades. É isto que eu estou fazendo.

Outros padres, então, querem escrever mediunicamente em nosso país?
- Sim. E não poucos. São muitos aqueles que querem usar a pena mediúnica para poder expressar a sobrevivência após a vida física. Não o fazem por puro preconceito de serem ridicularizados, de não serem aceitos, e resguardam as suas sensibilidades espirituais para não serem colocados numa situação de desconforto. Muitos padres, cardeais até, sentem a proteção espiritual nas suas reflexões, nas suas prédicas, que acreditam ser o Espírito Santo, que na verdade são os irmãos que têm com eles algum tipo de apreço e colaboram nas suas atividades.

Como o senhor se sentiu em interação com o médium Carlos Pereira?
- Muito à vontade, pois havia afinidade, e porque ele se colocou à disposição para o trabalho. No princípio foi difícil juntar-me a ele por conta de seus interesses e de seu trabalho. Quando acertamos a forma de atuar foi muito fácil, até porque, num outro momento, ele começou a pesquisar sobre a minha última vida física. Então ficou mais fácil transmitir-lhe as informações que fizeram o livro.

O senhor acredita que a Igreja Católica irá aceitar suas palavras pela mediunidade?
- Não tenho esta pretensão. Sabemos que tudo vai evoluir e que um dia, inevitavelmente, todos aceitarão a imortalidade com naturalidade, mas é demais imaginar que um livro possa revolucionar o pensamento da nossa Igreja. Acho que teremos críticas, veementes até, mas outros mais sensíveis admitirão as comunicações. Este é o nosso propósito.

É verdade que o senhor já tinha alguns pensamentos espíritas quando na vida física?
- Eu não diria espírita; diria espiritualista, pois a nossa Igreja, por si só, já prega a sobrevivência após a morte. Logo, fazermos contato com o plano físico depois da morte seria uma conseqüência natural. Pensamentos espíritas não eram, porque não sou espírita. Sem nenhum tipo de constrangimento em ter negado alguns pensamentos espíritas, digo que cheguei a ter, de vez em quando, experiências íntimas espirituais.

Há as mesmas hierarquias no mundo espiritual?
- Não exatamente, mas nós reconhecemos os nossos irmãos que tiveram responsabilidades maiores e que notoriamente tem um grau evolutivo moral muito grande. Seres do lado de cá se reconhecem rapidamente pela sua hombridade, pela sua lucidez, pela sua moralidade. Não quero dizer que na Terra isto não ocorra, mas do lado de cá da vida isto é tudo mais transparente; nós captamos a realidade com mais intensidade. Autoridade aqui não se faz somente com um cargo transitório que se teve na vida terrena, mas, sobretudo, pelo avanço moral.

Qual seu pensamento sobre o papado na atualidade?
- Muito controverso esse assunto. Estar na cadeira de Pedro, representando o pensamento maior de Nosso Senhor Jesus Cristo, é uma responsabilidade enorme para qualquer ser humano. Então fica muito fácil, para nós que estamos de fora, atribuirmos para quem está ali sentado, algum tipo de consideração. Não é fácil. Quem está ali tem inúmeras responsabilidades, não apenas materiais, mas descobri que as espirituais ainda em maior grau. Eu posso ter uma visão ideológica de como poderia ser a organização da Igreja; defendi isso durante minha vida. Mas tenho que admitir, embora acredite nesta visão ideal da Santa Igreja, que as transformações pelas quais devemos passar merecem cuidado, porque não podemos dar sobressaltos na evolução. Queira Deus que o atual Papa Ratzinger (Bento XVI) possa ter a lucidez necessária para poder conduzir a Igreja ao destino que ela merece.

O senhor teria alguma sugestão a fazer para que a Igreja cumpra seu papel?
- Não preciso dizer mais nada. O que disse em vida física, reforço. Quero apenas dizer que quando estamos do lado de cá da vida, possuímos uma visão mais ampliada das coisas. Determinados posicionamentos que tomamos, podem não estar em seu melhor momento de implantação, principalmente por uma conjuntura de fatores que daqui percebemos. Isto não quer dizer que não devamos ter como referência os nossos principais ideais e, sempre que possível, colocá-los em prática.

Espíritas no futuro?
- Não tenho a menor dúvida. Não pertencem estes ensinamentos a nossa Igreja, ou de outros que professam estes ensinamentos espirituais. Portanto, mais cedo ou mais tarde, a nossa Igreja terá que admitir a existência espiritual, a vida depois da morte, a comunicação entre os dois mundos e todos os outros princípios que naturalmente decorrem da vida espiritual.

Quais são os nomes mais conhecidos da Igreja que estão cooperando com o progresso do Brasil no mundo espiritual?
- Enumerá-los seria uma injustiça, pois há base em todas as localidades. Então, dizer um nome ou de outro seria uma referência pontual porque há muitos, que são poucos conhecidos, mas que desenvolvem do lado de cá da vida um trabalho fenomenal e nós nos engajamos nestas iniciativas de amor ao próximo.

Que mensagem o senhor daria especificamente aos católicos agora depois da morte?
- Que amem, amem muito, porque somente através do amor vai ser possível trazer um pouco mais de tranqüilidade à alma. Se nós não tentarmos amar do fundo dos nossos corações, tudo se transformará numa angústia profunda. O amor, conforme nos ensinou o Nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande mola salvadora da humanidade.

Que mensagem o senhor deixaria para nós espíritas?
- Que amem também, porque não há divisão entre espíritas e católicos ou qualquer outra crença no seio do Senhor. Não há. Essa divisão é feita por nós não pelo Criador. São aceitáveis porque demonstram diferenças de pontos de vista, no entanto, a convergência é única, aqui simbolizada pela prática do amor, pois devemos unir os nossos esforços.

Que mensagem o senhor deixaria para os religiosos de uma maneira geral?
- Que amem. Não há outra mensagem senão a mensagem do amor. Ela é a única e principal mensagem que se pode deixar.

Livro: Novas Utopias / Autor: Dom Hélder Câmara (espírito) /Médium: Carlos Pereira Editora: Dufaux / Site: www.editoradufaux.com.br
Fonte: Jornal Espírita On-Line de Uberaba – Nº 29 – fevereiro/2009 Contato: lcsouza@terra.com.br com Luiz Carlos de Souza (9969-7191)

20080125


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Leia com a Mente Aberta e Encontre Deus Através do Mestre Jesus, nas palavras dos Espíritos de Luz pelas mãos amorosas do Irmão “Chico” (Francisco Cândido Xavier)

01 - Parnaso de Além-Túmulo Lake Espíritos Diversos 1932
02 - Cartas de Uma Morta Lake Maria João de Deus 1936
03 - Palavras do Infinito FEB Espíritos Diversos 1936
04 - Crônicas de Além-Túmulo FEB Humberto de Campos 1938
05 - Emmanuel FEB Emmanuel 1938
06 - Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho Lake Humberto de Campos 1938
07 - Lira Imortal FEB Espíritos Diversos 1938
08 - A Caminho da Luz FEB Emmanuel 1940
09 - Novas Mensagens FEB Humberto de Campos 1940
10 - Há Dois Mil Anos FEB Emmanuel 1940
11 - 50 Anos Depois Lake Emmanuel 1941
12 - Cartas do Evangelho Lake Emmanuel 1941
13 - O Consolador FEB Emmanuel 1941
14 - Boa Nova FEB Humberto de Campos 1942
15 - Paulo e Estevão FEB Emmanuel 1942
16 - Renúncia FEB Emmanuel 1943
17 - Reportagens de Além Túmulo FEB Humberto de Campos 1944
18 - Cartilha da Natureza FEB Casimiro Cunha 1944
19 - Nosso Lar FEB André Luiz 1944
20 - Os Mensageiros FEB André Luiz 1945
21 - Os Missionários da Luz FEESP André Luiz 1945
22 - Coletânea do Além FEB Espíritos Diversos 1945
23 - Lázaro Redivivo FEB Irmão X 1946
24 - Obreiros da Vida Eterna FEB André Luiz 1947
25 - O Caminho Oculto FEB Veneranda 1947
26 - Os Filhos do Grande Rei FEB 1947
27 - Mensagem do Pequeno Morto FEB Neio Lúcio 1947
28 - História de Maricota FEB Casimiro Cunha 1947
29 - Jardim da Infância FEB João de Deus 1947
30 - Volta Bocage FEB Manuel M. B. Du Bocage 1948
31 - No Mundo Maior FEB André Luiz 1948
32 - Agenda Cristã FEB André Luiz 1948
33 - Luz Acima FEB Irmão X 1949
34 - Voltei FEB Irmão Jacob 1948
35 - Alvorada Cristã FEB Neio Lúcio 1949
36 - Caminho, Verdade e Vida FEB Emmanuel 1949
37 - Libertação FEB André Luiz 1950
38 - Jesus no Lar FEB Neio Lúcio 1950
39 - Pão Nosso LAKE Emmanuel 1950
40 - Nosso Livro FEB Espíritos Diversos 1951
41 - Pontos e Contos FEB Irmão X 1951
42 - Falando à Terra LAKE Espíritos Diversos 1951
43 - Páginas do Coração FEB Irmã Candoca 1952
44 - Vinha de Luz FEB Emmanuel 1952
45 - Pérolas do Além FEB Emmanuel 1952
46 - Roteiro FEB Emmanuel 1952
47 - Pai Nosso LAKE Meimei 1952
48 - Cartas do Coração FEB Espíritos Diversos 1953
49 - Gotas de Luz FEB Casimiro Cunha 1953
50 - Ave, Cristo! FEB Emmanuel 1954
51 - Entre a Terra e o Céu FEB André Luiz 1954
52 - Palavras de Emmanuel FEB Emmanuel 1955
53 - Nos Domínios da Mediunidade FEB André Luiz 1956
54 - Instruções Psicofônicas FEB Espíritos Diversos 1956
55 - Fonte Viva FEB Emmanuel 1957
56 - Ação e Reação FEB André Luiz 1957
57 - Vozes do Grande Além FEB Espíritos Diversos 1958
58 - Contos e Apólogos FEB Irmão X 1958
59 - Pensamento e Vida FEB Emmanuel 1959
60 - Evolução em Dois Mundos FEB André Luiz 1960
61 - Mecanismos da Mediunidade FEB André Luiz 1960
62 - Evangelho em Casa FEB Meimei 1960
63 - Religião dos Espíritos FEB Emmanuel 1960
64 - A Vida Escreve FEB Hilário Silva 1961
65 - Almas em Desfile FEB Hilário Silva 1961
66 - Seara dos Médiuns FEB Emmanuel 1961
67 - Juca Lambisca FEB Casimiro Cunha 1962
68 - O Espírito da Verdade FEB Espíritos Diversos 1962
69 - Justiça Divina FEB Emmanuel 1962
70 - Cartilha do Bem FEB Meimei 1962
71 - Relicário de Luz FEB Espíritos Diversos 1962
72 - Timbolão FEB Casimiro Cunha 1963
73 - Antologia dos Imortais CEC Espíritos Diversos 1963
74 - Ideal Espírita FEESP Espíritos Diversos 1963
75 - Leis de Amor CEC Emmanuel 1963
76 - Opinião Espírita FEB Emmanuel / André Luiz 1963
77 - Sexo e Destino FEB André Luiz 1964
78 - Desobsessão FEB André Luiz 1964
79 - Contos Desta e Doutra Vida CEC Irmão X 1964
80 - Livro da Esperança FEB Emmanuel 1964
81 - Dicionário da Alma FEB Espíritos Diversos 1965
82 - Travadores do Além CEC Espíritos Diversos 1964
83 - Palavras de Vida Eterna FEB Emmanuel 1965
84 - Estude e Viva FEB Emmanuel / André Luiz 1965
85 - O Espírito de Cornélio Pires FEB Cornélio Pires 1966
86 - Entre Irmãos de Outras Terras FEB Espíritos Diversos 1966
87 - Cartas e Crônicas FEB Irmão X 1967
88 - Antologia Mediúnica do Natal CEC Espíritos Diversos 1967
89 - Caminho Espírita FEB Espíritos Diversos 1967
90 - Encontro Marcado CEC Emmanuel 1967
91 - No Portal da Luz FEB Emmanuel 1968
92 - Trovas do Outro Mundo FEB Espíritos Diversos 1968
93 - E a Vida Continua... FEB André Luiz 1968
94 - Luz no Lar CLARIM Espíritos Diversos 1969
95 - À Luz da Oração CEC Espíritos Diversos 1969
96 - Orvalho de Luz CEC Espíritos Diversos 1969
97 - Passos da Vida FEB Espíritos Diversos 1969
98 - Estante da Vida PENS Irmão X 1969
99 - Alma e Coração FEB Emmanuel 1969

100 - Poetas Redivivos FEB Espíritos Diversos 1970
101 - Idéias e Ilustrações CEC Espíritos Diversos 1970
102 - Paz e Renovação FEB Espíritos Diversos 1970
103 - Vida e Sexo GEEM Emmanuel 1970
104 - Mais Luz FEB Batuíra 1970
105 - Correio Fraterno CEC Espíritos Diversos 1971
106 - Trovas do Mais Além GEEM Espíritos Diversos 1971
107 - Bênção de Paz CLARIM Emmanuel 1971
108 - Mãe FEB Espíritos Diversos 1971
109 - Antologia da Espiritualidade FEB Maria Dolores 1971
110 - Rumo Certo EDICEL Emmanuel 1971
111 - Pinga Fogo (Primeira Entrevista) CEC Espíritos Diversos 1971
112 - Coragem CEC Espíritos Diversos 1971
113 - Sinal Verde IDE André Luiz 1971
114 - Entrevistas FEESP Emmanuel 1972
115 - Dos Hippies aos Problemas do Mundo LAKE Espíritos Diversos 1972
116 - Através do Tempo IDE Espíritos Diversos 1972
117 - Mãos Unidas FEESP Emmanuel 1972
118 - Taça de Luz GEEM Espíritos Diversos 1972
119 - Chico Xavier Pede Licença IDE Espíritos Diversos 1972
120 - Mãos Marcadas GEEM Espíritos Diversos 1972
121 - Natal de Sabina CLARIM Francisca Clotilde 1973
122 - Escrínio de Luz CLARIM Emmanuel 1973
123 - Segue-me CEC Emmanuel 1973
124 - Encontro de Paz GEEM Espíritos Diversos 1973
125 - Na Era do Espírito IDE Espíritos Diversos 1973
126 - Rosas com Amor GEEM Espíritos Diversos 1973
127 - Bezerra, Chico e Você GEEM Bezerra de Menezes 1974
128 - Astronautas do Além CEC Espíritos Diversos 1974
129 - Entre Duas Vidas CEC Espíritos Diversos 1974
130 - Retratos da Vida GEEM Cornélio Pires 1974
131 - Diálogo dos Vivos FEESP Espíritos Diversos 1974
132 - Calendário Espírita GEEM Espíritos Diversos 1974
133 - Instrumentos de Tempo IDEAL Emmanuel 1975
134 - Respostas da Vida GEEM André Luiz 1975
135 - Jovens no Além CEC Espíritos Diversos 1975
136 - Conversa Firme IDE Cornélio Pires 1975
137 - A Terra e o Semeador IDEAL Emmanuel 1975
138 - Chão de Flores GEEM Espíritos Diversos 1975
139 - Caminhos de Volta IDE Espíritos Diversos 1976
140 - O Esperanto como Revelação IDEAL Francisco V. Lorenz 1976
141 - Busca e Acharás GEEM Emmanuel / André Luiz 1976
142 - Amanhece FMG Espíritos Diversos 1976
143 - Recanto de Paz IDEAL Espíritos Diversos 1976
144 - Deus Sempre GEEM Emmanuel 1976
145 - Somos Seis GEEM Espíritos Diversos 1976
146 - Tintino... O Espetáculo Continua IDE Francisca Clotilde 1976
147 - Auta de Souza GEEM Auta de Souza 1977
148 - Crianças no Além IDEAL Marcos 1977
149 - Baú de Casos IDEAL Cornélio Pires 1977
150 - Amizade IDE Meimei 1977
151 - Companheiro IDEAL Emmanuel 1977
152 - Maria Dolores GEEM Maria Dolores 1977
153 - Momentos de Ouro IDEAL Espíritos Diversos 1977
154 - Amor e Luz CLARIM Emmanuel / Esp. Diversos 1977
155 - Coisas Deste Mundo GEEM Cornélio Pires 1977
156 - Chico Xavier em Goiânia IDEAL Emmanuel 1977
157 - Luz Bendita IDE Emmanuel / Esp. Diversos 1978
158 - Amor Sem Adeus IDEAL Walter Perrone 1978
159 - Recados do Além IDE Emmanuel 1978
160 - Enxugando Lágrimas IDEAL Espíritos Diversos 1978
161 - Coração e Vida IDE Maria Dolores 1978
162 - Caridade IDEAL Espíritos Diversos 1978
163 - Assim Vencerás GEEM Emmanuel 1978
164 - Falou e Disse IDEAl Augusto Cezar Netto 1978
165 - Somente Amor GEEM Maria Dolores / Meimei 1979
166 - Inspiração FMG Emmanuel 1979
167 - Tempo de Luz IDE Espíritos Diversos 1979
168 - Encontros no Tempo IDEAL Espíritos Diversos 1979
169 - Marcas do Caminho FERGS Espíritos Diversos 1979
170 - Janela Para a Vida CEU Espíritos Diversos 1979
171 - Amigo GEEM Emmanuel 1979
172 - Calma IDE Emmanuel 1979
173 - Claramente Vivos IDEAL Espíritos Diversos 1979
174 - Antologia da Criança FEB Espíritos Diversos 1979
175 - Ceifa de Luz GEEM Emmanuel 1980
176 - Sinais de Rumo IDEAL Espíritos Diversos 1980
177 - Vida em Vida IDE Espíritos Diversos 1980
178 - Gaveta de Esperança IDEAL Laurinho 1980
179 - Algo Mais CEU Emmanuel 1980
180 - Livro de Respostas GEEM Emmanuel 1980
181 - Urgência IDE Emmanuel 1980
182 - Irmã Vera Cruz CEU Vera Cruz 1980
183 - A Vida Conta IDEAL Maria Dolores 1980
184 - Momentos de Paz CEU Emmanuel 1980
185 - Pronto Socorro GEEM Emmanuel 1980
186 - Deus Aguarda IDEAL Meimei 1980
187 - Irmão IDE Emmanuel 1980
188 - Notícias do Além GEEM Espíritos Diversos 1980
189 - Vida no Além IDEAL Espíritos Diversos 1981
190 - Feliz Regresso CEU Espíritos Diversos 1981
191 - Caminhos IDEAL Emmanuel 1981
192 - Aulas da Vida GEEM Espíritos Diversos 1981
193 - Augusto Vive GEEM Augusto Cezar Netto 1981
194 - Viajores da Luz IDE Espíritos Diversos 1981
195 - Eles Voltaram CEU Espíritos Diversos 1981
196 - Rumos da Vida CEU Espíritos Diversos 1981
197 - Família CLARIM Espíritos Diversos 1981
198 - Intervalos CEU Emmanuel 1981
199 - Linha Duzentos IDE Emmanuel 1981
200 - Atenção GEEM Emmanuel 1981

201 - Paz e Alegria IDEAL Espíritos Diversos 1981
202 - Vivendo Sempre IDE Espíritos Diversos 1982
203 - Seara de Fé GEEM Espíritos Diversos 1982
204 - Nascer e Renascer IDE Emmanuel 1982
205 - Quem São CEU Espíritos Diversos 1982
206 - Mais Vida IDE Espíritos Diversos 1982
207 - Reencontros GEEM Espíritos Diversos 1982
208 - Filhos Voltando IDEAL Espíritos Diversos 1982
209 - Sentinelas da Alma CEU Meimei 1982
210 - Palavras do Coração GEEM Meimei 1982
211 - Adeus Solidão CEU Espíritos Diversos 1982
212 - Praça da Amizade IDE Espíritos Diversos 1982
213 - Gabriel GEEM Gabriel 1982
214 - Entes Queridos IDE Espíritos Diversos 1982
215 - Lealdade GEEM Maurício G. Henrique 1982
216 - Seguindo Juntos CEU Espíritos Diversos 1982
217 - Endereços da Paz IDEAL André Luiz 1983
218 - Material de Construção IDE Emmanuel 1983
219 - Presença de Laurinho IDE Laurinho 1983
220 - Estamos no Além GEEM Espíritos Diversos 1983
221 - Venceram IDE Espíritos Diversos 1983
222 - Ninguém Morre CEU Espíritos Diversos 1983
223 - Paciência IDEAL Emmanuel 1983
224 - Diário de Bênçãos FERGS Cristiane 1983
225 - A Ponte IDE (Entrevistas) 1983
226 - Antenas de Luz GEEM Laurinho 1983
227 - Recados da Vida ALV Espíritos Diversos 1983
228 - ...E o Amor Continua Espíritos Diversos 1983
229 - Mensagens que Confortam GEEM Ricardo Tadeu 1983
230 - Mais Perto IDE Emmanuel 1983
231 - Cidade no Além CEU André Luiz / Lúcios 1983
232 - Caminhos do Amor CEU Maria Dolores 1983
233 - Correio do Além GEEM Espíritos Diversos 1983
234 - Os Dois Maiores Amores GEEM Espíritos Diversos 1983
235 - Vida Nossa Vida CEU Espíritos Diversos 1983
236 - Paz IDE Emmanuel 1984
237 - Entender Conversando IDE Emmanuel 1984
238 - Tempo e Amor GEEM Espíritos Diversos 1984
239 - Quando se Pretende Falar da Vida IDEAL Roberto Muszkat 1984
240 - Humorismo no Além IDEAL Espíritos Diversos 1984
241 - Tocando o Barco CEU Emmanuel 1984
242 - Convivência IDE Emmanuel 1984
243 - Sorrir e Pensar GEEM Espíritos Diversos 1984
244 - Confia e Segue CEU Emmanuel 1984
245 - Alma e Vida IDE Maria Dolores 1984
246 - Retornaram Contando GEEM Espíritos Diversos 1984
247 - Presença de Luz IDEAL Augsuto Cezar Netto 1984
248 - Agora é o Tempo IDE Emmanuel 1984
249 - Horas de Luz CEU Espíritos Diversos 1984
250 - Hoje IDEAL Emmanuel 1984
251 - Fé UEM Espíritos Diversos 1984
252 - Bastão de Arrimo GEEM Willian 1984
253 - Novamente em Casa IDE Espíritos Diversos 1985
254 - Viajor GEEM Emmanuel 1985
255 - Loja de Alegria IDEAL Jair Presente 1985
256 - Esperança e Vida GEEM Espíritos Diversos 1985
257 - Espera Servindo GEEM Emmanuel 1985
258 - Neste Instante IDEAL Emmanuel 1985
259 - Educandário de Luz CEU Espíritos Diversos 1985
260 - Tão Fácil IDEAL Espíritos Diversos 1985
261 - Amor e Saudade IDE Espíritos Diversos 1985
262 - Caravana de Amor CEU Espíritos Diversos 1985
263 - Jóia GEEM Emmanuel 1985
264 - Bazar da Vida GEEM Jair Presente 1985
265 - Monte Acima GEEM Emmanuel 1985
266 - Viajaram Mais Cedo IDEAL Espíritos Diversos 1985
267 - Juntos Venceremos CEU Espíritos Diversos 1985
268 - Nós GEEM Emmanuel 1986
269 - Festa de Paz IDE Espíritos Diversos 1986
270 - Dinheiro CEU Emmanuel 1986
271 - Mediunidade e Sintonia GEEM Emmanuel 1986
272 - Luz e Vida GEEM Emmanuel 1986
273 - Agência de Notícias IDEAL Jair Presente 1986
274 - Crer e Agir IDE Emmanue / Irmão José 1986
275 - Abrigo CEU Emmanuel 1986
276 - O Essencial UEM Emmanuel 1986
277 - Apelos Cristãos GEEM Bezerra de Menezes 1986
278 - Reconforto GEEM Emmanuel 1986
279 - Ponto de Encontro IDE Jair Presente 1986
280 - Apostilas da Vida CEU André Luiz 1986
281 - Canais da Vida GEEM Emmanuel 1987
282 - Jesus em Nós GEEM Emmanuel 1987
283 - Estrelas no Chão IDE Espíritos Diversos 1987
284 - Vozes da Outra Margem CEU Espíritos Diversos 1987
285 - Estradas e Destinos IDE Espíritos Diversos 1987
286 - Visão Nova GEEM Espíritos Diversos 1987
287 - Resgate e Amor IDE Tiaminho 1987
288 - Vitória IDEAL Espíritos Diversos 1987
289 - Sementes de Luz GEEM Espíritos Diversos 1987
290 - Intercâmbio do Bem IDEAL Espíritos Diversos 1987
291 - Tende Bom Ânimo CEU Espíritos Diversos 1987
292 - Doutrina e Vida CEU Espíritos Diversos 1987
293 - Esperança e Alegria IDE Espíritos Diversos 1987
294 - Fonte de Paz GEEM Espíritos Diversos 1987
295 - Trevo de Idéias GEEM Emmanuel 1987
296 - Hora Certa IDEAL Emmanuel 1987
297 - Ação e Caminho IDEAL Emmanuel / André Luiz 1987
298 - Palavras de Coragem CEU Espíritos Diversos 1987
299 - Temas da Vida IDE Espíritos Diversos 1987
300 - Brilhe Vossa Luz CEU Espíritos Diversos 1987

301 - Escultores de Almas GEEM Espíritos Diversos 1988
302 - Plantão da Paz CEU Emmanuel 1988
303 - Vida Além da Vida IDEAL Lineu de Paula Leão Jr. 1988
304 - Lar-Oficina, Esperança e Trabalho GEEM Espíritos Diversos 1988
305 - Cura GEEM Espíritos Diversos 1988
306 - Palco Iluminado IDE Jair Presente 1988
307 - Comandos do Amor UEM Espíritos Diversos 1988
308 - Roseiral de Luz CEU Espíritos Diversos 1988
309 - Relatos da Vida IDEAL Irmão X 1988
310 - Alvorada do Reino IDEAL Emmanuel 1988
311 - Páginas de Fé IDE Espíritos Diversos 1988
312 - Gratidão e Paz GEEM Espíritos Diversos 1988
313 - Assembléia de Luz IDEAL Espíritos Diversos 1988
314 - Corações Renovados CEU Espíritos Diversos 1988
315 - Construção do Amor GEEM Emmanuel 1988
316 - Irmãos Unidos IDEAL Espíritos Diversos 1988
317 - Escola no Além IDE Cláudia P. Galasse 1989
318 - Indulgência GEEM Emmanuel 1989
319 - Fotos da Vida IDE Augusto Cezar Netto 1989
320 - Confia e Serve UEM F. C. Xavier / C. A. Bacelli 1989
321 - Aceitação e Vida CEU Margarida Soares 1989
322 - Doutrina e Aplicação IDE Espíritos Diversos 1989
323 - Servidores no Além IDEAL Espíritos Diversos 1989
324 - Refúgio CEU Emmanuel 1989
325 - Histórias e Anotações GEEM Irmão X 1989
326 - Fé, Paz e Amor GEEM Emmanuel 1989
327 - Semeador em Tempos Novos GEEM Emmanuel 1989
328 - Rapidinho IDE Jair Presente 1990
329 - Porto de Alegria CEU Espíritos Diversos 1990
330 - Sentinelas da Luz IDEAL Espíritos Diversos 1990
331 - Perante Jesus UEM Emmanuel 1990
332 - Pétalas da Primavera GEEM Espíritos Diversos 1990
333 - Doutrina de Luz GEEM Emmanuel 1990
334 - A Semente de Mostarda IDE Emmanuel 1990
335 - Trilha de Luz IDE Espíritos Diversos 1990
336 - Alma e Luz CEU Emmanuel 1990
337 - Excursão de Paz GEEM Espíritos Diversos 1990
338 - Harmonização GEEM Emmanuel 1990
339 - Vereda de Luz CEU Espíritos Diversos 1990
340 - Moradias de Luz IDEAL Espíritos Diversos 1990
341 - Ante o Futuro IDEAL Espíritos Diversos 1990
342 - Continuidade IDEAL Espíritos Diversos 1990
343 - Dádivas de Amor IDEAL Maria Dolores 1990
344 - A Verdade Responde UEM Emmanuel / André Luiz 1991
345 - Fulgor no Entardecer GER Espíritos Diversos 1991
346 - Queda e Ascenção da Casa dos Benefícios CEU Bezerra de Menezes 1991
347 - Ação, Vida e Luz GEEM Espíritos Diversos 1991
348 - Assuntos da Vida e da Morte GEEM Espíritos Diversos 1991
349 - Carmelo, Ele Mesmo GEEM Carmelo Grisi 1992
350 - Doações de Amor IDEAL F. C. X. / Miguel Pereira 1992
351 - Novo Mundo CEU F. C. X. / Entrevistas 1992
352 - Luz no Caminho CEU Emmanuel 1992
353 - Pérolas de Luz FEV Emmanuel 1992
354 - Uma Vida de Amor e Caridade GEEM F. C. X. / Izabel Bueno / Diversos 1992
355 - Levantar e Seguir IDE Espíritos Diversos 1992
356 - Centelhas IDE Emmanuel 1993
357 - Estamos Vivos IDE F. C. X. / Barbosa Diversos 1993
358 - Tesouro de Alegria IDE Espíritos Diversos 1993
359 - Semente UEM Emmanuel 1993
360 Chico Xavier - - Mandato de Amor IDEAL Geraldo L. Neto / Diversos 1993
361 - Mentores e Seareiros GEEM Espíritos Diversos 1993
362 - Revelação GEEM Jair Presente 1993
363 - O Ligeirinho CEU Emmanuel 1993
364 - Bênçãos de Amor IDEAL Espíritos Diversos 1993
365 - Tempo e Nós IDE Emmanuel / André Luiz 1993
366 - Compaixão CEU Emmanuel 1993
367 - Gotas de Paz UEM Emmanuel 1993
368 - Migalha IDE Emmanuel 1993
369 - A Volta CEU Espíritos Diversos 1993
370 - As Palavras Cantam CEU Carlos Augusto 1993
371 - Esperança e Luz GEEM Espíritos Diversos 1993
372 - Preito de Amor GEEM Espíritos Diversos 1993
373 - Abençoa Sempre GEEM Espíritos Diversos 1994
374 - Pássaros Humanos IDEAL Espíritos Diversos 1994
375 - Viveremos Sempre IDE Espíritos Diversos 1994
376 - Dádivas Espirituais CEU Espíritos Diversos 1994
377 - União em Jesus CEU Espíritos Diversos 1994
378 - Momento GEEM Emmanuel 1994
379 - Vida e Caminho GEEM Espíritos Diversos 1994
380 - Antologia da Paz IDEAL Espíritos Diversos 1995
381 - Pingo de Luz IDEAL Carlos Augusto 1995
382 - Renascimento Espiritual IDEAL Espíritos Diversos 1995
383 - Antologia da Caridade IDE Espíritos Diversos 1995
384 - Notas do Mais Além GEEM Espíritos Diversos 1995
385 - Indicações do Caminho GEEM Carlos Augusto 1995
386 - Recados da Vida Maior IDE Espíritos Diversos 1995
387 - Palavras de Chico Xavier CEU Emmanuel 1995
388 - Anotações da Mediunidade CEU Emmanuel 1995
389 - Plantão de Respostas IDEAL Pinga Fogo II 1995
390 - Elenco de Familiares GEEM Espíritos Diversos 1995
391 - Antologia da Juventude CEU Espíritos Diversos 1995
392 - Antologia da Amizade CEU Emmanuel 1995
393 - Sínteses Doutrinárias CEU Espíritos Diversos 1995
394 - Antologia da Esperança IDE Espíritos Diversos 1996
395 - Doutrina Escola CEU Espíritos Diversos 1996
396 - Saudação do Natal CEU Espíritos Diversos 1996
397 - Paz e Amor CEU Cornélio Pires 1996
398 - Alma do Povo CEU Cornélio Pires 1996
399 - Paz e Libertação IDEAL Espíritos Diversos 1996
400 - Novos Horizontes IDE Espíritos Diversos 1996
401 - Oferta de Amigo CEU Cornélio Pires 1996

Paulo H Bosco

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